Leandro Seribelli

experimentando poesia

Textos

SONETO DO AMOR À SABEDORIA


Vou por rumos arfando estupefato,
Cá, acolá, dentre todos, admirando.
Sigo assim, tuas fragrâncias aspirando,
Pelas pedras, ansiosas por olfato.

Sois diadema de jaspe cravejado,
Seja dia, seja noite: luz brilhante!
Bem tilinta o tesouro semelhante
Ao juízo que deste de bom grado.

Foste feita a mais bela tão sublime,
Regozijo, o fim bruto, não te causa,
E perdê-la é pesar que tanto oprime.

És razão do clamor nos sonhos meus,
Benfazeja perene, foz sem pausa,

Entrelaço-me em ti ao sim de Deus.                                                      

 

19/04/2007

Leandro Seribelli
Enviado por Leandro Seribelli em 08/03/2011
Alterado em 04/08/2026

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