SONETO DO AMOR À SABEDORIA
Vou por rumos arfando estupefato,
Cá, acolá, dentre todos, admirando.
Sigo assim, tuas fragrâncias aspirando,
Pelas pedras, ansiosas por olfato.
Sois diadema de jaspe cravejado,
Seja dia, seja noite: luz brilhante!
Bem tilinta o tesouro semelhante
Ao juízo que deste de bom grado.
Foste feita a mais bela tão sublime,
Regozijo, o fim bruto, não te causa,
E perdê-la é pesar que tanto oprime.
És razão do clamor nos sonhos meus,
Benfazeja perene, foz sem pausa,
Entrelaço-me em ti ao sim de Deus.
19/04/2007